Blog Nunca Fiz

terça-feira, 5 de maio de 2026

Ideias de presentes de dia das mães - 2026

 Presente de dia das mães é algo que se repete todo ano, sempre compramos os mesmos presentes, as mesmas receitas para o almoço de domingo e as vezes até as brigas entre os irmãos para saber quem vai fazer o que são as mesmas. 

Embora a idade vá trazendo novas etapas, os presentes sempre tem cara de blusa de frio, creme hidratante, flores e chocolates ( não vamos esquecer das canecas), mas claro que os filhos mais atentos entendem as fases que sua mãe está passando, as que decidiram praticar esportes, vão ganhar um tenis ou look para fazer as caminhadas/ ir para a academia. As que gostam de cozinhar podem ganhar um livro de receitas, panelas novas e quem sabe um fogão novo.

Se você chegou nesse post durante essa semana, já sei que sua vida está um tanto corrida e com certeza o seu presente será aquele que descrevi lá no começo, está tudo bem se isso acontecer, mas quero trazer outras opções para que você consiga se divertir em família esse ano, mesmo que seja corrido hoje temos muitos sites que nos ajudam a receber no mesmo dia ou um dia depois. 

Para os amantes de artes, a primeira opção é criar um momento em família para pintar peças de madeira, são fáceis de pintar porque já compramos lixada, são macias e lisinhas,

particularmente são as minhas favoritas, para fazer esse evento acontecer é preciso comprar algumas tintas e pincéis, se você preferir comprar guardanapos estampados para fazer a decoupage, fica lindíssimo e não precisa ser talentoso. 








Mas caso o domingo seja um dia mais agitado e cheio de visitas você também pode presentear com os materiais, pra que ela possa fazer com calma e desfrutar de um momento relaxante ( eu mesma amaria). Nesse mesmo sentido, presentes que são materiais para fazer algum tipo de artesanato é válido! Linhas para quem faz crochê, colas e tintas para quem ama criar peças e assim você vai se adaptando ao gosto da sua mamãe.





Algumas mães não tem tanta paciência para as artes, nos entedemos que existe gosto pra tudo nesse mundo e por esse motivo, a segunda opção é uma competição de dança, escolha as melhores coreografias no youtube, compre brindes  ou então faça medalhas para premiar os ganhadores, sei que lendo isso parece uma grande idiotice, mas é como estar vendo alguém jogar dominó, parece ser tão sem graça, mas ao começar a jogar você se transforma em alguém tão competitivo e a brincadeira finalmente parece ser divertida. 

Nesse mesmo sentido temos competições de baralho, dominó ou de qualquer outro jogo que a família tenha o costume de jogar, deixe alguém tirando fotos das pessoas se divertindo, salve, imprima e envie num envelope para sua mãe e veja o quanto ela vai ficar feliz. 

Há pessoas que gostam de se aventurar na imaginação e não importa a idade, nem onde esta pessoa está, sim são as amantes da leitura! Já presenteei pessoas com livros e recomendo que faça o mesmo, só escolha algo que tenha haver com quem vai receber o livro e pronto! 



Além dos livros, materiais artísticos ou fim de semana divertido em família, sempre digo que presentes que marcam são aqueles vivenciados, ultimamente tenho ficado curiosa a respeito de ir acampar, pesquisei bastante e pra quem vai a primeira vez existe locais em que você tem uma estrutura bacana e ainda pode alugar a barraca, acredito que um passeio desses com certeza ficará na memória de todos e os preços são bem convidativos, levar algumas coisas gostosas para preparar, umas roupinhas confortáveis e viver uma experiência nova.



Cozinhar é bom mas participar de uma oficina que te ensina um prato do zero com um chef é melhor ainda, acredito que tenha várias empresas que oferecem esse serviço, mas você pode ver com o cantinho gastronomia, eles postam todo mês a agenda com as aulas oferecidas, desde massa fresca, comida japonesa, brunch. Esse é um dos lugares que está na minha lista para conhecer, acredito que também é uma opção pra você. 








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quarta-feira, 29 de abril de 2026

Recomende uma música brasileira para um gringo!


Recentemente, o Bang Chan, vocalista e dançarino do Stray Kids, que inclusive se apresentará esse ano no Rock in Rio, pediu aos fãs na plataforma Bubble uma indicação de música brasileira.

Entre as recomendações apareceu Marina Sena, e foi curioso observar os comentários. Muitos indicavam nomes mais antigos, como Legião Urbana, e foi aí que eu comecei a me questionar.

Somos um país enorme, culturalmente rico, com muito talento. Mas, olhando para o que está no topo hoje, nem sempre parece que isso é refletido.

Músicas que desvalorizam as mulheres, fazem apologia ao crime ou trazem discursos que influenciam negativamente os jovens ganham espaço com facilidade. E, ao mesmo tempo, artistas incríveis seguem quase invisíveis.

E, sendo bem sincera, antes mesmo de começar a escrever, me veio uma vontade de criticar a música brasileira. Eu estava pronta para isso… até que um outro pensamento me atravessou.

Percebi algo desconfortável: é muito fácil ocupar esse lugar.

Difícil é fazer a outra parte.

Estudar música por anos, aprender um instrumento, treinar a voz, se expor, criar algo e ainda lidar com julgamento. Eu, que me considero uma amante da música, nunca me coloquei nesse lugar.

E isso não vale só para a música.

A gente diz que não existe político confiável, mas não quer entrar na política. Reclama de quem está à frente, mas não quer assumir o peso da responsabilidade. No meu próprio condomínio, ninguém quer ser síndico pelo trabalho que dá, mas a crítica nunca falta para quem está lá há anos.

Então talvez a questão não seja apenas a falta de bons nomes.

Talvez seja também sobre o quanto estamos dispostos a sair do lugar confortável de quem critica e, de alguma forma, participar da construção.

Não significa que todos precisam fazer. Podemos, por exemplo, apoiar bons nomes brasileiros que realmente mostram seu talento. Mas acredito que esse momento também é de construção.

Eu já falei, em outro momento, sobre a importância de se posicionar.

E talvez não seja coincidência esse tema estar voltando pra mim agora, em contextos diferentes, me confrontando do mesmo jeito.

O que me fez vir aqui, a crítica, acabou me levando para outro lugar, o peso da construção. 

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sexta-feira, 24 de abril de 2026

Como sobreviver num pais que nasceu para dar errado ?

Como sobreviver num pais que nasceu para dar errado ? 



Você acorda cedo e se prepara para o trabalho, enquanto isso abre alguma rede social e algumas notícias chegam até você, seja sobre a distorção de pensamentos que estão querendo fazer ou então sobre algum crime que ocorreu aí bem pertinho de você, mas antes de fechar tudo você vê um video de algum influenciador vivendo uma vida paralela a de qualquer brasileiro, com carrão na garagem, uma piscina e uma vista incrível da sua varanda.

 Em algum momento você pensa, vou sair de casa agora, pegar transito de uma hora até o trabalho, passar o dia todo aguentando pessoas, situações péssimas, uma hora de almoço - alguém te interrompeu no seu almoço pra fazer algum tipo de favor no trabalho - voltando para a rotina e quando chega em casa está tão cansado que não consegue fazer algo para a própria realidade do páis e claro da sua familia. Durma cedo que amanhã tudo começa de novo.

Recebi hoje um fornecedor, um senhor, me fez uma pergunta, achei estranho pois ele nunca foi de conversar, apenas abria o porta malas para que eu pegasse as pastas de lavar as mãos, eu pegava e já fazia ali o pagamento. 

- Como está o serviço ai ? 
Supresa, respondi que estava com bastante serviço.
- Manutenção é mais procurado quando as coisas não estão tão boas assim!
Escutei muitas coisas sobre impostos, diminuição de cartela de clientes e até um pedido para que eu não tenha filhos, mas não por precisar sustentar, mas em relação aos valores que hoje o mundo ensina. 

Essa pequena conversa me fez pensar mais uma vez sobre como é dificil viver nesse país, e se eu pudesse hoje te dizer o que fazer, o que poderia ? Talvez para sair do país, meu sonho é morar na Itália então seria um bom conselho, com certeza! 

Nós mulheres estamos sendo passivas enquanto o nosso lar esta sendo destruído, se você é cristã sabe que a nossa casa é o nosso primeiro ministério, mas embora você e eu queira viver no campo cozinhando no fogão a lenha, não podemos! 




A passividade da mulher pode piorar as coisas, por isso segue um plano de ação contra o mau que se instalou no nosso país:

1. Não seja passiva, seja firme e incisiva com seus valores

2. Não aceite o errado de forma alguma! Quando for ao açougue e te derem uma carne errada propositalmente, quando colocarem mais gordura do que deveria - seja firme o bastante para que o erro seja corrigido. 

Quando for a escola dos seus filhos e a mesma aceitar músicas que não condizem com seus valores - seja firme para que proíbam.

Quando uma empresa divulgar seus produtos com trends e músicas com palvrões - comente que não te agradou. 

2. Não siga pessoas que ostentam na internet, não siga conteúdos vazios, muito menos perca tempo tentando se entender demais, isso é um looping sem fim para te manter distraído. - toda mudança precisa de ação. 

3. Crie conteúdos! Ensine os seus valores! Você cozinha ? Ensine! Você escreve? Ensine! Você acampa ? Ensine! Você trabalha no campo? Ensine! Mostre a realidade das coisas, o dia a dia mesmo. Internet não é mais lugar pra distração e fingimento par ganhar dinheiro! 
Mas não entre nessa falácia de cursos - todo mundo ja entendeu esse golpe pra ganhar dinheiro. 

4. Aprenda coisas úteis! Amo pintura, amo esse mundo delulu, é uma delícia! Mas você saber se virar ? Sabe costurar ? Sabe criar algo com madeira ? 





habilidades manuais - 

Marcenaria básica (consertos, montar móveis)
Costura (ajuste, reaproveitamento)
Pequenos reparos em casa
Jardinagem / horta 
Conservação de alimentos (congelar, armazenar, organizar)

Compre livros! Não foque em uma única coisa, momentos leves e uma história bobinha pode ser ótimo pra relaxar, mas também tenha momentos para estudo, seja uma nova língua, um conhecimento de saúde ou qualquer outra coisa do seu interesse. 

Entenda de política! veja videos, leia livros, acompanhe o que está acontecendo no seu bairro e cidade, mas cuidado! Há tempo pra acompanhar notícias e tempo de viver ( dá um desanimo mas aguenta firme!). 





E por último, entre em áreas que você nunca imaginou, Ocupe espaço! 

Ocupar espaço também é assumir responsabilidade sobre aquilo que foi sendo perdido ao longo do tempo.

Não é só crescer individualmente, é aprender coisas que sustentam valores na prática.

Entrar em novos ambientes, aprender novas habilidades e desenvolver autonomia deixa de ser apenas sobre evolução pessoal e passa a ser sobre reconstrução. Porque valores não se mantêm no discurso, eles se mantêm no que a gente faz todos os dias.

Aprender a cozinhar, por exemplo, não é só uma habilidade básica. É preservar hábitos, reunir pessoas, manter cultura dentro de casa. Costurar, consertar, cuidar do que é seu também carrega isso. É não viver no descarte, é dar valor ao que se tem.

Buscar conhecimento, estudar, formar opinião própria, tudo isso protege contra ser levada por qualquer ideia. E isso também é preservar valores.

Criar algo próprio, seja um projeto, um negócio ou até um conteúdo, é uma forma de influenciar o ambiente ao seu redor. Em vez de apenas consumir o que já existe, você passa a construir referências diferentes.

Ocupar espaço, nesse sentido, é deixar de aceitar passivamente o que está ao redor e começar a agir de forma coerente com aquilo que você acredita, mesmo nas pequenas coisas.

Porque valores não voltam de uma vez. Eles voltam quando alguém decide viver diferente, de forma consistente, mesmo sem garantia de resultado imediato.



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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Descobrir o seu propósito - Uma perspectiva diferente




Em algum momento da sua vida você vai sentir que não faz parte de algo, vai sentir um vazio por dentro, perceber que não está inserido em um grupo, que sua vida está parada e sem sentido, talvez perdendo o sono por isso.

Ao pesquisar um pouco vai descobrir a palavra propósito, ela vem com uma esperança, entender o que você deve fazer nesse mundo, o grande problema é que muitos vão te explicar o que é propósito, mas não vão te dizer como encontrar o seu.

Quando eu ouvi essa palvra lembro de ler em todos os lugares possíveis para encontrar a resposta, mas o que eu não sabia é que o meu propósito era aquilo que estava dentro de mim o tempo todo.

Então se você quer uma pista para encontrar seu propósito pense que você nasceu com essas habilidades, seja falar bem, ou ser muito focada, ser criativa, habilidosa, amável e claro que poderíamos fazer uma lista enorme.

Quando era pequena, gostava de cantar, falar e escrever, inventava coisas o tempo todo e isso me deixava feliz, mas a palavra propósito soava como algo tão sério, que eu não pensei que poderia fazer parte do meu propósito. 

O propósito também te cura, vou dar um exemplo: Um cantor usa a sua música para tirar todo aquele sentimento de dentro dele e colocar pra fora, essa é a cura dele, mas quando chega no ouvinte, também transforma quem ouve, por isso consideramos uma via de mão dupla, você é curado ao fazer e quem recebe também é transformado.




A nossa dificuldade é que queremos usar nosso propósito direto para ganhar dinheiro, você pensa que vai modificar a sua vida dessa forma, mas Deus não pensa assim, primeiro vamos passar por um processo, e o que não te contam é que o propósito não é entendido quando você quer, pode passar por ele quando adolescente, mas ele vai simplesmente desabrochar pra você no momento certo. 

Tem algo em você que quando faz tem certo brilho nos olhos, eu por exemplo, amo cuidar das pessoas através da comida, pra mim é transformador, me sinto tão bem fazendo pratos e surpreendendo, se eu quiser aprofundar posso sim fazer uma faculdade de gastronomia e assim ganhar dinheiro, posso investir num restaurante, mas será que o meu propósito é somente ganhar dinheiro ?

Eu entendo que sobrevivemos a partir do dinheiro, mas acredito que o propósito também está presente nas situações simples do cotidiano. Às vezes, você já está vivendo isso e nem percebe. O que você tem feito que faz as pessoas ao seu redor se sentirem bem? O jeito como trata os idosos? A forma como cuida das crianças?

Você pode começar a separar aquilo em que não é tão bom, mas precisa fazer apenas para se sentir um ser humano funcional, daquilo em que você realmente é bom e pode desenvolver cada vez mais. Um exemplo disso sou eu. Sou péssima com organização, mas extremamente criativa. Eu me cobrava muito por coisas que não consigo fazer, em vez de simplesmente aceitá-las como necessárias, sem culpa, e direcionar minha energia para aquilo que realmente vale a pena.



A partir disso, tudo começa a fazer mais sentido. Você para de lutar contra quem você é e começa a trabalhar a seu favor. Isso traz mais leveza, mais clareza e até mais constância.

Nem tudo na vida vai ser prazeroso e tudo bem. Existem responsabilidades que fazem parte do processo. Mas quando você entende onde vale a pena colocar sua energia, essas obrigações deixam de ser um peso tão grande, porque elas não definem mais quem você é.

O problema é quando a gente tenta ser bom em tudo, agradar todo mundo e ainda se encaixar em padrões que nem fazem sentido pra gente. Isso cansa, frustra e dá a sensação de estar sempre ficando para trás.

Mas e se, em vez disso, você começasse a olhar com mais atenção para aquilo que já é natural em você? Aquilo que flui, que você faz bem sem perceber e que, de alguma forma, toca as pessoas ao seu redor.

Acho que é aí que começamos a ganhar dinheiro, quando passamos a trabalhar com as nossas habilidades e paramos de nos culpar por aquilo em que não somos bons. É nesse ponto que encontramos áreas que precisam exatamente de pessoas como nós.

Sempre vai existir espaço para quem faz algo com verdade, com naturalidade e com dedicação. Quando você entende isso, o dinheiro deixa de ser só uma luta e passa a ser uma consequência.



Agora entenda que ter um propósito não significa, necessariamente, ganhar dinheiro. Propósito é, antes de tudo, servir o outro com aquilo que existe dentro de nós.

É ao desenvolver isso em nós, ao reconhecer, praticar e fortalecer essas habilidades, que começamos a nos encontrar também no ambiente de trabalho.

O dinheiro pode até vir como consequência, mas ele não é o ponto de partida. O começo está em entender quem você é e como pode impactar a vida das pessoas ao seu redor.

Talvez o seu propósito não seja algo distante ou grandioso como você imaginou. Talvez ele já esteja acontecendo todos os dias, nas pequenas atitudes, só esperando você reconhecer isso.

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quinta-feira, 9 de abril de 2026

A decadência do marketing brasileiro- e o que pode ser feito hoje ?




Abra o seu instagram e me diga o que as empresas que você consome estão postando para divulgar seus serviços ? Talvez uma trend que outras empresas que são de nichos diferentes também fizeram não é mesmo ? Qual a chance de compramos um produto com essa trend ? 
Qual é a chance dela mostrar para o público exatamente o que eles querem saber sobre nosso produto/ serviço ? 

Alguns anos atrás lembro da loucura em que os empreendedores estavam para entrar na internet e começar a vender, muitos demoraram por medo, outros já estavam por aqui e já faziam um bom trabalho, empresas de grande nome até o ano passado não conseguiam se comunicar com os consumidores através das redes sociais, pelo simples fato de querer ser neutro demais, com pensamento de que ser uma empresa séria não poderia fazer videos criativos, pura bobagem! 

Mas afinal, o que é o certo no marketing para o brasileiro? Ser sério demais e muito formal não é o caminho, mas participar de trends e/ ou videos falando mal dos clientes também não é, então o que devemos fazer ? 

A minha opinião é contrária a tudo que vejo sobre marketing, porque penso que devemos vender mesmo, ganhar dinheiro com isso, mas ultrapassar essa linha é quase que entrar na cabeça do seu público e fazer comprar algo que ele não quer ou não precisa.

De acordo com o neuromarketing, usamos essas ferramentas para saber como nosso público pensa, entendemos de fato o cérebro humano, mas são esses mesmos que te fazem comprar um curso que não vai te levar a nada, mas vai te prometer tudo! 

Penso que usar as ferramentas para saber quais os hábitos daquelas pessoas, e descobrir realmente o que eles precisam, sim, isso é uma ótima forma de vender, e esse é um caminho árduo, na empresa que eu trabalho, atendo os meus clientes há pouco mais de 10 anos, até pelo tom de voz já sei qual é a dificuldade, brincadeiras a parte, um bom marketing precisa entender o cliente, para no fim ofertar somente o que ele precisa. 

Porque não vender o que o cliente não precisa ? 

Primeiro é necessário entender que há uma diferença em algo que o cliente não precisa para algo que ele não sabe que precisa, vou te dar um exemplo: Você trabalha em uma loja de aluguel de vestidos de festas, sua cliente escolheu o vestido e antes de pagar você ofereceu uma meia calça de cor de pele, sabendo que a estação do frio já começou, tem experiência suficiente para mostrar que ela ficará mais a vontade se adquirir uma meia calça.

São serviços adicionais que fazem sentido, ela pode não ter uma bolsa, uma meia calça e até um brinco, em outra situação o vendedor empurra para o cliente serviços ou produtos que não sao úteis, garantias inúteis, planos com milhares de benefícios que obviamente o cliente não vai usar e vai pagar a mais. 

Na empresa que trabalho, as máquinas são simples, porém são específicas, aprendi aqui que não é correto forçar uma venda, é bom que eles tenham o momento de pensar, pois todas as vezes que vendemos com alguem que não sabia o que queria tivemos problemas, expectativas frustradas que depois voltam pra nós, ou seja, esses clientes nunca estarão satisfeitos com seu produto/ serviço e em terra de internet sempre há alguem pra difamar gratuitamente. 




Qual é a forma correta de fazer marketing no Brasil nos dias de hoje ?

Muito se fala sobre “cultura brasileira”, mas na prática, grande parte do que consumimos vem de fora. E, quando olhamos para o que é produzido aqui, muitas vezes vemos conteúdos rasos, que não representam a riqueza e a profundidade do nosso país.

Eu, autora do blog Nunca Fiz, acredito no caminho oposto.

Apostaria totalmente na valorização da nossa própria cultura como estratégia de marketing. Isso significa trazer para o centro da comunicação as cores do Brasil, as formas das nossas folhas e flores, os sabores reais da nossa terra — sem precisar transformar tudo em algo “gourmet” apenas para justificar preços mais altos com histórias inventadas.

Contexto é, sim, uma ferramenta poderosa para atrair clientes. Mas ele deve ser usado para criar conexão, identidade e verdade — não como um artifício para encarecer algo sem essência.


Plano de marketing cultural

Imagina criar toalhas de mesa com as cores das florestas brasileiras. Um kit inteiro inspirado nas flores que nascem aqui, nas formas que a gente vê todos os dias, mas quase nunca valoriza.

Agora pensa em mostrar isso em um vídeo simples, uma mesa posta no meio da mata, sem música, sem fala, só o som ambiente. O vento passando, os pássaros ao fundo, e a câmera mostrando com calma os detalhes de cada peça. Não é só sobre vender um produto, é sobre fazer a pessoa sentir aquilo.

E se alguém disser que floresta já virou clichê, tudo bem. O cerrado também é cultura.

Imagina uma mesa montada na roça, com coisas que o brasileiro realmente usa. Nada de bowl, nada importado que não conversa com a nossa realidade. Cumbucas de madeira, com detalhes da região, texturas mais rústicas, cores que fazem sentido com o lugar


Mas você me diz que não trabalha com mesa posta, tem uma transportadora ? Coloque uma camera no caminhão dos seus funcionários e faça um vlog, cada um com a sua região, nesse video cada caminhoneiro vai falar a experiência de andar nas estradas do país, mostrando paisagens e contando suas histórias, sem mdeo de falar dos problemas também, porém não foque neles, nesse video você faz cortes e mudando constantemente quem está falando, tenho certeza que esse conteúdo vai falar muito mais do seu trabalho do que uma trend.

Há quem acredite que devemos postar infinitamente para chamar a atenção dos clientes, ao meu ver deveríamos mesmo fazer algo bem feito, trend é fácil, mas o efeito é rápido demais! 
Se você tem um restaurante, faça um video mostrando onde você compra as verduras, aqui em São Paulo vamos na ceagesp, é uma loucura, mas é cara do Brasil, uma feira movimentada, muitas cores, muitos gritos, qual é o seu caminho até finalizar um prato ? As vezes não é necessário nenhum tipo de narração, somente os cortes secos com o som ambiente.

Outrora você estará cozinhando e alguem pode te perguntar, porque esse prato foi escolhido para o cardápio, mesmo que a história seja, "aqui tem muitas empresas e esse é o tipo de refeição que eles preferem, pois aguentam o dia todo com energia", é uma história boa e verdadeira, tem a cara do Brasil nisso, lembro que meu avó que veio do nordeste dizia que eles costumavam levar uma marmita logo cedo, não tinha essa de café da manhã com café e pão; era arroz, feijão e carne. Essa é a nossa história.

Mas se mesmo assim você não acreditar nisso de cultura brasileira, como maquiadora me mostre como realçar a pele brasileira, já que temos tantos tons de pele, faça um video explicando como as clientes podem se sentir bonitas apenas acentuando a beleza natural, sem exageros, apenas o suficiente para o dia a dia, existe pessoas como eu que não costumam usar maquiagem e se acham estranhas quando vão ao maquiador, talvez mostrar esse lado de beleza natural, levando em conta o clima que a região de cada um pode afetar, seria válido demais! 

Conclusão

Talvez você não tenha percebido, mas existe um padrão em tudo isso.

O marketing que eu acredito não está focado em estética, nem em trend, nem em inventar histórias. Ele evidencia as qualidades e características reais do produto ou serviço, dentro do contexto em que ele realmente existe.

É mostrar o uso, a rotina, o ambiente, as escolhas por trás daquilo. É fazer a pessoa entender, de forma simples, para que aquilo serve e se faz sentido para a vida dela.

No fim, é simples de entender: se você tirar o efeito, a música e a edição, o conteúdo ainda faz sentido? Ainda mostra o valor do que você vende? Se a resposta for não, então provavelmente você está só seguindo um formato, não mostrando o que realmente importa.

E isso serve para qualquer tipo de negócio. Não importa se você vende comida, roupa, serviço ou transporte. O que muda é o cenário, não o princípio.

Acabei de lembrar de uma vendedora de calça legging que gravava vídeos abaixando e levantando sem parar. Era até caricato, mas funcionava, porque ela não estava tentando parecer perfeita, ela estava mostrando, na prática, a qualidade do produto. A cliente entende que aquilo serve para o dia a dia.

No fundo, é isso que convence. Não é a edição, não é a trend, não é a fala bonita. É a clareza.

Poderia citar várias situações para nichos diferentes, mas, para isso funcionar de verdade, é necessário vivenciar o dia a dia da empresa, entender o cliente e o produto. A ideia não vem de fora, não vem de trend, ela vem da rotina.

E quando você entende isso, tudo muda. Porque você para de tentar chamar atenção e começa a mostrar valor.

Espero de coração ter te ajudado em algo e até o próximo post! 





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