Abra o seu instagram e me diga o que as empresas que você consome estão postando para divulgar seus serviços ? Talvez uma trend que outras empresas que são de nichos diferentes também fizeram não é mesmo ? Qual a chance de compramos um produto com essa trend ? Qual é a chance dela mostrar para o público exatamente o que eles querem saber sobre nosso produto/ serviço ?
Alguns anos atrás lembro da loucura em que os empreendedores estavam para entrar na internet e começar a vender, muitos demoraram por medo, outros já estavam por aqui e já faziam um bom trabalho, empresas de grande nome até o ano passado não conseguiam se comunicar com os consumidores através das redes sociais, pelo simples fato de querer ser neutro demais, com pensamento de que ser uma empresa séria não poderia fazer videos criativos, pura bobagem!
Mas afinal, o que é o certo no marketing para o brasileiro? Ser sério demais e muito formal não é o caminho, mas participar de trends e/ ou videos falando mal dos clientes também não é, então o que devemos fazer ?
A minha opinião é contrária a tudo que vejo sobre marketing, porque penso que devemos vender mesmo, ganhar dinheiro com isso, mas ultrapassar essa linha é quase que entrar na cabeça do seu público e fazer comprar algo que ele não quer ou não precisa.
De acordo com o neuromarketing, usamos essas ferramentas para saber como nosso público pensa, entendemos de fato o cérebro humano, mas são esses mesmos que te fazem comprar um curso que não vai te levar a nada, mas vai te prometer tudo!
Penso que usar as ferramentas para saber quais os hábitos daquelas pessoas, e descobrir realmente o que eles precisam, sim, isso é uma ótima forma de vender, e esse é um caminho árduo, na empresa que eu trabalho, atendo os meus clientes há pouco mais de 10 anos, até pelo tom de voz já sei qual é a dificuldade, brincadeiras a parte, um bom marketing precisa entender o cliente, para no fim ofertar somente o que ele precisa.
Porque não vender o que o cliente não precisa ?
Primeiro é necessário entender que há uma diferença em algo que o cliente não precisa para algo que ele não sabe que precisa, vou te dar um exemplo: Você trabalha em uma loja de aluguel de vestidos de festas, sua cliente escolheu o vestido e antes de pagar você ofereceu uma meia calça de cor de pele, sabendo que a estação do frio já começou, tem experiência suficiente para mostrar que ela ficará mais a vontade se adquirir uma meia calça.
São serviços adicionais que fazem sentido, ela pode não ter uma bolsa, uma meia calça e até um brinco, em outra situação o vendedor empurra para o cliente serviços ou produtos que não sao úteis, garantias inúteis, planos com milhares de benefícios que obviamente o cliente não vai usar e vai pagar a mais.
Na empresa que trabalho, as máquinas são simples, porém são específicas, aprendi aqui que não é correto forçar uma venda, é bom que eles tenham o momento de pensar, pois todas as vezes que vendemos com alguem que não sabia o que queria tivemos problemas, expectativas frustradas que depois voltam pra nós, ou seja, esses clientes nunca estarão satisfeitos com seu produto/ serviço e em terra de internet sempre há alguem pra difamar gratuitamente.
Qual é a forma correta de fazer marketing no Brasil nos dias de hoje ?
Muito se fala sobre “cultura brasileira”, mas na prática, grande parte do que consumimos vem de fora. E, quando olhamos para o que é produzido aqui, muitas vezes vemos conteúdos rasos, que não representam a riqueza e a profundidade do nosso país.
Eu, autora do blog Nunca Fiz, acredito no caminho oposto.
Apostaria totalmente na valorização da nossa própria cultura como estratégia de marketing. Isso significa trazer para o centro da comunicação as cores do Brasil, as formas das nossas folhas e flores, os sabores reais da nossa terra — sem precisar transformar tudo em algo “gourmet” apenas para justificar preços mais altos com histórias inventadas.
Contexto é, sim, uma ferramenta poderosa para atrair clientes. Mas ele deve ser usado para criar conexão, identidade e verdade — não como um artifício para encarecer algo sem essência.
Plano de marketing cultural
Imagina criar toalhas de mesa com as cores das florestas brasileiras. Um kit inteiro inspirado nas flores que nascem aqui, nas formas que a gente vê todos os dias, mas quase nunca valoriza.
Agora pensa em mostrar isso em um vídeo simples, uma mesa posta no meio da mata, sem música, sem fala, só o som ambiente. O vento passando, os pássaros ao fundo, e a câmera mostrando com calma os detalhes de cada peça. Não é só sobre vender um produto, é sobre fazer a pessoa sentir aquilo.
E se alguém disser que floresta já virou clichê, tudo bem. O cerrado também é cultura.
Imagina uma mesa montada na roça, com coisas que o brasileiro realmente usa. Nada de bowl, nada importado que não conversa com a nossa realidade. Cumbucas de madeira, com detalhes da região, texturas mais rústicas, cores que fazem sentido com o lugar
Mas você me diz que não trabalha com mesa posta, tem uma transportadora ? Coloque uma camera no caminhão dos seus funcionários e faça um vlog, cada um com a sua região, nesse video cada caminhoneiro vai falar a experiência de andar nas estradas do país, mostrando paisagens e contando suas histórias, sem mdeo de falar dos problemas também, porém não foque neles, nesse video você faz cortes e mudando constantemente quem está falando, tenho certeza que esse conteúdo vai falar muito mais do seu trabalho do que uma trend.
Há quem acredite que devemos postar infinitamente para chamar a atenção dos clientes, ao meu ver deveríamos mesmo fazer algo bem feito, trend é fácil, mas o efeito é rápido demais!
Se você tem um restaurante, faça um video mostrando onde você compra as verduras, aqui em São Paulo vamos na ceagesp, é uma loucura, mas é cara do Brasil, uma feira movimentada, muitas cores, muitos gritos, qual é o seu caminho até finalizar um prato ? As vezes não é necessário nenhum tipo de narração, somente os cortes secos com o som ambiente.
Outrora você estará cozinhando e alguem pode te perguntar, porque esse prato foi escolhido para o cardápio, mesmo que a história seja, "aqui tem muitas empresas e esse é o tipo de refeição que eles preferem, pois aguentam o dia todo com energia", é uma história boa e verdadeira, tem a cara do Brasil nisso, lembro que meu avó que veio do nordeste dizia que eles costumavam levar uma marmita logo cedo, não tinha essa de café da manhã com café e pão; era arroz, feijão e carne. Essa é a nossa história.
Mas se mesmo assim você não acreditar nisso de cultura brasileira, como maquiadora me mostre como realçar a pele brasileira, já que temos tantos tons de pele, faça um video explicando como as clientes podem se sentir bonitas apenas acentuando a beleza natural, sem exageros, apenas o suficiente para o dia a dia, existe pessoas como eu que não costumam usar maquiagem e se acham estranhas quando vão ao maquiador, talvez mostrar esse lado de beleza natural, levando em conta o clima que a região de cada um pode afetar, seria válido demais!
Conclusão
Talvez você não tenha percebido, mas existe um padrão em tudo isso.
O marketing que eu acredito não está focado em estética, nem em trend, nem em inventar histórias. Ele evidencia as qualidades e características reais do produto ou serviço, dentro do contexto em que ele realmente existe.
É mostrar o uso, a rotina, o ambiente, as escolhas por trás daquilo. É fazer a pessoa entender, de forma simples, para que aquilo serve e se faz sentido para a vida dela.
No fim, é simples de entender: se você tirar o efeito, a música e a edição, o conteúdo ainda faz sentido? Ainda mostra o valor do que você vende? Se a resposta for não, então provavelmente você está só seguindo um formato, não mostrando o que realmente importa.
E isso serve para qualquer tipo de negócio. Não importa se você vende comida, roupa, serviço ou transporte. O que muda é o cenário, não o princípio.
Acabei de lembrar de uma vendedora de calça legging que gravava vídeos abaixando e levantando sem parar. Era até caricato, mas funcionava, porque ela não estava tentando parecer perfeita, ela estava mostrando, na prática, a qualidade do produto. A cliente entende que aquilo serve para o dia a dia.
No fundo, é isso que convence. Não é a edição, não é a trend, não é a fala bonita. É a clareza.
Poderia citar várias situações para nichos diferentes, mas, para isso funcionar de verdade, é necessário vivenciar o dia a dia da empresa, entender o cliente e o produto. A ideia não vem de fora, não vem de trend, ela vem da rotina.
E quando você entende isso, tudo muda. Porque você para de tentar chamar atenção e começa a mostrar valor.
Espero de coração ter te ajudado em algo e até o próximo post!
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