Quanto custa ter um filho em 2026? Colocando tudo na ponta do lápis Blog Nunca Fiz

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Quanto custa ter um filho em 2026? Colocando tudo na ponta do lápis

 Ter um filho muda completamente a vida de um casal. Muda a rotina, as prioridades e, inevitavelmente, o orçamento.

No meio da emoção da descoberta, surge uma pergunta importante: financeiramente, quanto custa ter um filho em 2026?

Os valores variam bastante conforme a cidade, o estilo de vida da família e as escolhas feitas ao longo do caminho. Mas é possível ter uma estimativa realista para se planejar com mais tranquilidade.

Despesas ainda na gravidez

Os gastos começam antes mesmo do bebê nascer — e essa fase costuma ser subestimada.

O pré-natal envolve consultas frequentes com obstetra, exames laboratoriais, ultrassonografias e exames específicos como morfológico, teste de glicemia e, em alguns casos, exames genéticos.

Para quem não tem plano de saúde, o acompanhamento completo pode variar entre R$ 3.000 e R$ 8.000 ao longo da gestação. Mesmo com plano, pode haver coparticipações e exames feitos fora da cobertura.

Alguns exames específicos podem custar entre R$ 500 e R$ 3.000, dependendo da complexidade.


Também entram na conta os medicamentos e suplementos. Ácido fólico, ferro, vitaminas e outros complementos indicados pelo médico podem representar um gasto médio de R$ 150 a R$ 400 por mês. Se houver necessidade de medicações extras, esse valor pode aumentar.

As roupas de gestante também geram investimento. Mesmo reaproveitando peças, é comum comprar roupas mais confortáveis e adequadas para o período. Esse gasto pode variar entre R$ 800 e R$ 3.000 ao longo da gravidez.

Há ainda despesas que muitas vezes não entram no planejamento inicial: cremes, almofadas específicas, fisioterapia pélvica, cursos para gestantes e até ensaio fotográfico. Nada disso é obrigatório, mas acaba entrando no orçamento de muitas famílias.

O parto é um dos maiores custos dessa fase. Em hospital particular, pode variar entre R$ 15.000 e R$ 35.000, dependendo da cidade e do tipo de parto. Com plano de saúde, o valor diminui, mas ainda podem existir taxas adicionais.

Antes mesmo da chegada do bebê, a gestação já representa um investimento significativo.

O enxoval



A estrutura básica para receber o bebê também exige planejamento.

Berço, colchão adequado, cômoda, carrinho, bebê conforto, banheira, roupas, fraldas de pano e itens de higiene fazem parte da lista.

Comprando apenas o essencial e pesquisando preços, o investimento pode ficar entre R$ 5.000 e R$ 10.000. Com marcas mais caras e maior volume de itens, o valor pode ultrapassar R$ 15.000.

Muitos itens podem ser ganhados em chá de bebê ou comprados usados em bom estado, o que reduz bastante o custo inicial.

Os primeiros meses de vida

Depois do nascimento, começam as despesas recorrentes.

Fraldas descartáveis e produtos de higiene podem custar entre R$ 300 e R$ 600 por mês, dependendo da marca e da frequência de uso.

Se houver necessidade de fórmula infantil, o gasto pode aumentar em mais R$ 300 a R$ 800 mensais.

Consultas pediátricas, exames, medicamentos e vacinas que não estão disponíveis na rede pública também entram na conta.

Em média, o custo mensal de um bebê no primeiro ano pode variar entre R$ 800 e R$ 2.000, considerando itens básicos.

Creche e cuidados



Para famílias em que ambos os pais trabalham fora, a creche costuma ser um dos maiores impactos financeiros.

Em escolas particulares, o valor pode variar entre R$ 800 e R$ 2.500 por mês, dependendo da cidade e da estrutura oferecida.

Quando existe apoio de familiares, esse custo pode ser reduzido. Mas quando não há rede de apoio, é uma despesa importante a ser considerada.

Então, quanto custa no primeiro ano?

Somando gravidez, parto, enxoval e despesas mensais, o custo do primeiro ano de um filho pode variar aproximadamente entre R$ 25.000 e R$ 80.000.

O valor pode ser menor com planejamento e escolhas mais econômicas. Também pode ser maior, dependendo do padrão de vida e das necessidades específicas da família.

Como economizar sem abrir mão do essencial

Depois de ver todos esses números, é natural se preocupar. Mas existem formas reais de reduzir os custos.

Optar pelo pré-natal e parto pelo SUS é uma das principais maneiras de diminuir o investimento inicial, eliminando uma das maiores despesas.

No enxoval, priorizar apenas o que é realmente necessário faz diferença. Nem tudo que aparece nas listas da internet é indispensável. Muitos itens acabam sendo pouco utilizados.

Pesquisar antes de comprar também ajuda. Plataformas como a Shopee oferecem opções mais acessíveis para roupas, acessórios e itens de organização. Comparar preços entre lojas físicas e online pode gerar uma boa economia.

Outras estratégias incluem:

Comprar roupas usadas em bom estado
Aceitar itens emprestados de amigos ou familiares
Fazer chá de bebê focado em fraldas e produtos de higiene
Evitar estoque excessivo de roupas recém-nascido

No dia a dia, aproveitar promoções e escolher marcas com melhor custo-benefício também reduz o impacto mensal.

Mais do que números



Colocar tudo na ponta do lápis é importante. Planejamento traz segurança e evita decisões impulsivas.

Ter um filho envolve responsabilidade financeira, mas não precisa ser motivo de desespero. Com organização, informação e escolhas conscientes, é possível adaptar os custos à realidade de cada família.

Entender os números não tira a emoção do processo. Apenas permite viver essa fase com mais equilíbrio e tranquilidade.

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